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Correios e trabalhadores assinam acordo coletivo e greve é descartada

A proposta não foi aprovada em Santa Catarina, mas a categoria acatou a decisão da maioria das centrais sindicais do país

21/09/2016

O acordo prevê o reajuste de 9%, a ser concedido nos percentuais de 6%, retroativo a agosto de 2016, e 3%, em fevereiro de 2017; reajuste nos benefícios em 8,74%; e a manutenção das demais cláusulas dos acordos anteriores. Sobre a manutenção da gratuidade do plano de saúde para os funcionários, uma das principais reivindicações, a empresa de propôs a fazer uma comissão paritária para discutir o assunto até 30 de janeiro.

O presidente dos Correios, Guilherme Campos, ressaltou que o acordo firmado foi fruto do esforço coletivo das representações da empresa e dos trabalhadores. “Mantivemos toda a disposição para uma negociação que beneficiasse a todos, sem a necessidade de recorrer a qualquer mediação externa. Agora, precisamos continuar dialogando para tirar a empresa do vermelho”, afirmou o dirigente.

Em Santa Catarina, a greve dos Correios havia sido aprovada em assembleia no dia 14 de setembro, mas durou apenas um dia. Para Samuel de Mattos, dirigente do Sintect-SC (Sindicado dos Trabalhadores na Empresa de Correios e Telégrafos e Similares de Santa Catarina), a proposta foi insatisfatória. “Santa Catarina não aprovou o acordo, mas, como a decisão foi por maioria das 36 centrais sindicais do país, acatamos a decisão. De qualquer forma, estamos em estado de greve permanente para caso a empresa não cumpra com alguma cláusula”, diz.

Mattos argumenta que, além da indefinição do plano de saúde, a empresa deixou de atender a outras reivindicações, como a realização de concursos públicos. “O último concurso aconteceu em 2011 e, de lá pra cá, muitos funcionários saíram ou se aposentaram. Essas vagas não estão sendo repostas, sobrecarregando os demais trabalhadores. A população também sente isso. Aliás, também não nos deram garantia sobre a tentativa de sucatear a empresa, com serviços terceirizados”, atestou.