FECOMERCIO

Notícias do Setor

Juvenis colocam Brasil no 1º mundo

Fonte: O Estado de S. Paulo   –   19/06/2011 Três garotos estão entre os top 25 do ranking, e geração ainda conta com o vencedor do Australian Open, já no profissional Giuliander Carpes – O Estado de S.Paulo O tênis jamais foi um esporte popular no Brasil, mas as conquistas de Gustavo Kuerten em Roland Garros […]

21/06/2011

Fonte: O Estado de S. Paulo   –   19/06/2011

Três garotos estão entre os top 25 do ranking, e geração ainda conta com o vencedor do Australian Open, já no profissional

Giuliander Carpes – O Estado de S.Paulo
O tênis jamais foi um esporte popular no Brasil, mas as conquistas de Gustavo Kuerten em Roland Garros (1997, 2000 e 2001) atraíram alguns holofotes sobre a modalidade. Três anos depois da aposentadoria do maior talento brasileiro no esporte, o País enfim tem a sua melhor safra de juvenis da história.

Passos largos. Fernandes liderou ranking juvenil depois da conquista do Australian Open e já tem pontos na lista profissional
Brasil e Grã-Bretanha são os únicos a figurar com três jogadores no top 25 do ranking mundial até 18 anos. O número 3 Thiago Monteiro, João Pedro Sorgi (13.º) e Bruno Sant”anna (21.º) são os brasileiros que já contam com grandes resultados na temporada.

O cearense Monteiro venceu a Copa Gerdau, espécie de Grand Slam brasileiro juvenil, além de torneios na Bélgica, Alemanha e no Paraguai. Sorgi detém títulos de competições no Brasil e, especialmente, na Argentina, enquanto Sant”anna venceu no México.

Ainda há Tiago Fernandes, campeão do Australian Open juvenil em 2010 e ex-número 1 desta lista, que já se dedica apenas a torneios profissionais.

Por enquanto, Thomaz Bellucci, 29.º do mundo, é o jogador profissional mais confiável do País -, senão o único. Mas esta perspectiva tende a mudar com a profissionalização dessas promessas que hoje têm um plano de apoio mais claro da Confederação Brasileira de Tênis (CBT).

“Tenho certeza que o Brasil vai chegar forte na Olimpíada de 2016. A nossa meta é ter pelo menos quatro jogadores na chave e a perspectiva é muito boa”, diz o capitão da equipe brasileira da Copa Davis, João Zwetsch.

A diversificação de nomes é um pedido feito por Gustavo Kuerten desde que ele segurava a barra da equipe brasileira na Copa Davis, jogando simples e duplas, no final da década de 1990 e início dos anos 2000. Hoje seu ex-técnico Larri Passos é uma espécie de coordenador do tênis brasileiro. E Guga dá apoio.

“É claro que os resultados só devem acontecer num período de três a cinco anos, mas acredito que estamos no caminho certo”, afirma o ex-tenista catarinense. “A transição mais difícil no tênis é o momento da profissionalização. Por isso nós precisamos ter mais atletas qualificados no juvenil para ter uma maior chance quando afunila na passagem para o profissional.”

A seleção em Wimbledon. Um acordo entre a CBT e os Correios permite que haja mais jogadores do País nos principais torneios do mundo. No Grand Slam londrino, que começa amanhã, são seis profissionais nas chaves principais de simples e duplas. Outros Quatro ficaram pelo caminho ainda no torneio qualificatório. E o torneio juvenil conta com os três juvenis top 25.

“Creio que isso possa ser um divisor de águas no tênis brasileiro”, confia Guga. “O tênis saiu do seu melhor momento para um pior num período muito curto. Nos últimos anos conseguimos entender que o esporte não pode sobreviver apenas de resultados esporádicos. É preciso ter um planejamento com metas, investimentos e ótima estrutura.”

PERFIL

Idade: 18 anos
Nascimento: Maceió – AL
Altura: 1,88 m
Empunhadura: destro
Ranking profissional: 393
Alagoano que treina com Larri Passos foi o primeiro brasileiro a vencer um Grand Slam juvenil, o Australian Open.