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Mantega se diz contra criação de um banco dos Correios

Fonte: Agência Senado   –   03/05/2011 O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta terça-feira (3) desconhecer que a diretoria dos Correios planeja montar um banco, mas manifestou-se contra a idéia. Considera que o setor público já dispõe de suficiente número de instituições financeiras. Mantega falou em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), onde […]

04/05/2011

Fonte: Agência Senado   –   03/05/2011

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta terça-feira (3) desconhecer que a diretoria dos Correios planeja montar um banco, mas manifestou-se contra a idéia. Considera que o setor público já dispõe de suficiente número de instituições financeiras.
Mantega falou em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), onde esteve por quase cinco horas e explicou as medidas de combate à inflação e a atuação do governo com o objetivo de mudar o comando da companhia Vale.
Ainda em relação ao banco que os Correios estariam planejando, Mantega observou que a informação divulgada pela mídia deve ser vista com cautela. Segundo ele, “nem sempre o que sai nos jornais é o que está acontecendo”. Lembrou que os Correios já operam como correspondente bancário do Bradesco, titular de concessão para operação de banco postal que está para vencer e deve ser renovada. No papel de correspondente, os Correios prestam alguns serviços financeiros, como remessas de dinheiro e recebimento de contas.
– Acho que é bom ter bancos públicos, e na crise isso foi demonstrado. Mas, em relação aos Correios, a orientação é esta: que continue como está [correspondente]. O banco postal é importante, mas temos a possibilidade de que ele seja operado pelos bancos já existentes, que têm expertise – destacou o ministro.
O assunto foi levantado pelo senador Francisco Dornelles (PP-RJ), que mencionou uma possível escalada de criação de novos bancos públicos. Além dos Correios, ele citou a possível criação de um banco pela Finep, órgão do Ministério da Ciência e Tecnologia que financia estudos e projetos desenvolvidos por empresas, universidades e institutos tecnológicos. O senador lembrou que os bancos públicos tiveram grande responsabilidade no descontrole inflacionário vivido nos anos 80, e que o país somente conseguiu a estabilidade porque privatizou 20 dos antigos institutições financeiras estaduais e federais.
– A Finep é um fundo de financiamento de inovação tecnológica. Estimular o desenvolvimento tecnológico é fundamental, mas a Finep não vai ser transformada em banco. Pode ficar tranquilo, senador – garantiu o ministro a Dornelles.

Fonte: Agência Senado   –   03/05/2011