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Reformas para um ‘Brasil maior’

Fonte:   Jornal do Comércio   –   31/07/2011 Serão apresentadas, em breve, medidas que objetivam melhorar a competitividade brasileira com relação à globalização econômica e garantir um ritmo de crescimento compatível com o potencial existente, além de financiar obras do PAC e projetos sociais por todo o País. É interessante que o governo fala de reformas, como […]

01/08/2011

Fonte:   Jornal do Comércio   –   31/07/2011

Serão apresentadas, em breve, medidas que objetivam melhorar a competitividade brasileira com relação à globalização econômica e garantir um ritmo de crescimento compatível com o potencial existente, além de financiar obras do PAC e projetos sociais por todo o País. É interessante que o governo fala de reformas, como a tributária, sem discutir qual é o tamanho do Estado que nós queremos. Outra pergunta que não quer calar é como podemos avançar neste cenário político sem enfrentar uma reforma política que neutralize este efeito negativo dos partidos e seus líderes. Como fazer a classe política trabalhar para o País e não para os interesses corporativos dos financiadores de campanhas políticas? Como faremos reforma tributária se o governo precisa arrecadar mais para atender os orçamentos/ministérios administrados por partidos, cujo objetivo principal é atender as demandas financeiras partidárias? Temos 36% de carga tributária com relação ao PIB onde estudos e recomendações econômicas comparativas sugerem que, para as características e demandas de País como o nosso, seria recomendável uma carga de 24 a 25%.

Com toda esta carga tributária existente e toda a propaganda política em cima do PAC 1, PAC 2 etc nós conseguimos investir somente 2,5% do que arrecadamos em obras e bens públicos. Daí uma visão empresarial que investimos muito pouco comparado com o nosso fa-turamento/PIB. Não investimos o suficiente em infraestrutura, além de garantirmos serviços de educação e saúde e pouca qualidade. O País cresce pelo impulso e demandas do mercado interno, pelas demandas existentes nos mercados externos, cujos países demandam produtos brasileiros da velha economia , pela capacidade empreendedora dos empresários e trabalhadores, etc… Temos um modelo tributário complexo e complicado e que beneficia o sonegador, pois o retorno financeiro de sonegar compensa o risco. A classe política brasileira é grande beneficiária deste processo tributário complexo e burocrático. Como podemos imaginar as raposas tomando conta do galinheiro, ou seja, políticos que se beneficiam do modelo terão interesse em torná-lo simples e competitivo? A presidenta quer uma agenda política positiva para aliviar as pressões e desgastes sofridos com as denúncias de corrupção no DNIT, Palocci, etc… Entretanto, se não atuarmos na causa do problema, o tempo jogará contra e as denúncias e corrupção só aumentarão, gerando um enorme desgaste à imagem da presidenta e ao País, pois, precisamos lembrar que estamos conectados globalmente on line, e todo mundo quer saber sobre e acompanhar o que e como tudo acontece por aqui.

Quero acreditar na boa intenção da presidenta. Entretanto, todo este processo pode ter sido arquitetado pelo seu antecessor, a fim de garantir o seu retorno como o salvador da pátria. O País, politicamente, está loteado para os partidos, cuja fúria e gana pela corrupção é a maior da história. Onde tudo isso vai parar sem uma reforma política? Quem vai fazer esta reforma será o mesmo quadro político que se beneficia dela? A presidenta terá que mostrar em qual lado joga. Esta situação desenvolvida e aperfeiçoada pelo seu antecessor, não tem solução. O modelo econômico partidário do Brasil se esgotará em breve. Não estamos criando as condições de crescimento sustentável a longo prazo. Até quando a natureza, o empreendedorismo empresarial e a qualidade do povo brasileiro nos sustentar&ati lde;o?