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Primeiro semestre tem pior saldo de empregados em São Paulo desde 2008

Esse resultado representa praticamente o dobro do apresentado no primeiro semestre de 2014, quando chegou a 12.751 postos extintos.

12/08/2015

O saldo de empregados formais no comércio varejista da região metropolitana de São Paulo (RMSP) teve o pior resultado semestral desde o início da série histórica, em 2008, com a extinção de 24.078 vagas – foram registradas 256.955 admissões contra 281.033 desligamentos. Esse resultado representa praticamente o dobro do apresentado no primeiro semestre de 2014, quando chegou a 12.751 postos extintos.

Na análise do último mês do semestre, o resultado também é ruim. Em junho deste ano houve saldo negativo de 3.711 vagas formais contra saldo positivo de 325 registrado em junho de 2014.

Os dados são da pesquisa realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego.

Entre junho de 2014 e junho deste ano, a pesquisa revelou, ainda, a primeira queda anual na série histórica no número total de empregados no comércio varejista, que passou de 1.007.485 para 1.004.629 (-0,3%).

De acordo com a Federação, sob o prisma geral do comércio no Brasil e no estado de São Paulo – o que inclui varejo e atacado -, o cenário é preocupante, uma vez que o número de vagas suprimidas no primeiro semestre de 2015 atingiu a marca de 191.288 no Brasil e 58.457 no Estado, sinalizando um quadro ainda mais recessivo para este ano.

Admitidos, desligados e rotatividade
O número de funcionários admitidos no comércio varejista em junho foi de 42.101, contra as 42.090 admissões formais efetuadas em maio. Com relação a junho de 2014, houve queda de 2,4% ante as 43.141 contratações realizadas.

Já o número de funcionários desligados registrou acréscimo em relação ao ano passado (7,0%), passando de 42.816 em junho de 2014 para 45.812 em junho de 2015.

Ainda segundo dados da pesquisa, diante do aumento dos custos e da queda nas vendas do varejo, aliada à perspectiva de que não haverá, a curto prazo, melhora da economia, alguns setores sentem de forma mais intensa os impactos da crise. O número de funcionários apresentou queda em setores como os de concessionárias de veículos (-7,4%); autopeças e acessórios (-3,4%); eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamento (-3,2%); materiais de construção (-2,7%); lojas de vestuário, tecidos e calçados (-2,3); e lojas de móveis e decoração (-1,2%). Já as áreas ligadas a bens essenciais, como farmácias e supermercados, houve aumento de 4,3% e 3,7%, respectivamente, no número de empregados na comparação anual.

Os economistas da Entidade avaliam que não só os indicadores de emprego, mas o conjunto de índices conjunturais tem apresentado forte tendência de queda, reflexo da inflação alta (em torno dos 9%), elevação das taxas de juros, perda do poder de compras das famílias, queda no consumo, baixa confiança e o desaquecimento na geração de empregos em todos os setores de atividade econômica, entre eles, o comércio varejista.

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